Navego nas noites de São Paulo enquanto os dias me são estranhos, descompromissados e vazio.
O vazio talvez seja a pior emoção a se sentir; não se pode jogar vazos contra a parede; não se pode arremessar alguém contra a parede e fazer amor no chão, ali mesmo; não dá para colocar a cabeça do outro em nosso colo para acariciarmos e dizer com um toque "estou aqui por você; estou aqui com você"; não se pode beijar profundamente e com este unico beijo poder responder todas as perguntas do universo.
O vazio, no fim, nada mais é que o infinito. É algo sem fim, começo, prazo, resultados, frustrações, como já disse, é exatamente a falta do sentir.
Por vezes, me pergunto se realmente sentir-se vazio é tão ruim assim; tento compreender como alguém pode retribuir carinho, atenção e dedicação, com rancor, privações, falta de polidez e ignorância.
É como me sinto agora. Um simples sentimento que atravessa minha mente, minha alma e minhas lágrimas.
É uma confusão estranha, eu não sei se gosto, se não; se eu devo compreender ou até lidar.
Primeiro de tudo, eu quero estrangulá-lo; as vezes, só segurá-lo; mas sempre, dizer a verdade "o mundo não é seu; não gira ao seu redor". Infelizmente, eu não posso dizer porque eu realmente sei que irá ferir seus sentimentos e eu não posso simplesmente fazer isso com um amigo ou com alguém que não sabe ainda como ele pode ser cruel com os outros, comigo, ou quanto sem sentido ele é com sua própria vida; suas decisões são mais confusas que ele mesmo em pessoa.
Então, eu só lido com a situação e não faço disso uma grande coisa.
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